quinta-feira, 15 de novembro de 2012

CAPITULO 8- EXPLICAÇÕES DO NOVO TESTAMENTO : OS EVANGELHOS

A Unicidade do ETERNO nosso SOBERANO CRIADOR YHWH
Capitulo 8. EXPLICAÇÕES DO NOVO TESTAMENTO: OS EVANGELHOS



NOME DO ALTÍSSIMO YHWH = YAHUWH EM HEBRAICO


Esse capítulo estuda referências encontradas nos Evangelhos, que têm sido usadas por alguns para ensinar a pluralidade de pessoas na Divindade. Embora faça parte do próximo capítulo o exame de certas passagens de Atos ao Apocalipse, esse capítulo explica a algumas delas enquanto relacionadas a questões suscitadas nos Evangelhos.

Precisamos colocar todos esses versículos das Escrituras em harmonia com o resto da palavra do Eterno e Soberano Criador, que ensina um único CRIADOR.
De um modo bem interessante, esses versículos, quando corretamente entendidos, afirmam a unicidade de Deus.


NOME DO ETERNO E SOBERANO CRIADOR YHWH EM PALEO-HEBRAICO


Quatro Importantes Auxílios Ao Entendimento
Desde o início de nosso estudo, temos enfatizado quatro pontos importantes. Se o entendermos claramente, muitos dos nossos aparentemente difíceis versículos das Escrituras, se tornarão prontamente explicáveis.
1) Quando vimos um plural ( especialmente uma dualidade ) usando com referência a Jesus, precisamos pensar na humanidade e na Divindade de YHWH = YAHUSHUA HAMASHYAH ( Hebraico ) Jesus Cristo ( Grego ).
Há uma dualidade real, mas ela é uma distinção entre o Espírito e carne, não uma distinção de pessoas em CRIADOR.
2) Quando lemos uma passagem relativa a YAHUSHUA ( Hebraico ) Jesus ( Grego ), devemos nos perguntar se ela se refere a ele em seu papel de DEUS ou em seu papel de homem, ou a ambos. Ele está falando como Deus ou como o homem, nessa passagem ? Lembre-se de que YAHUSHUA tem uma dualidade de natureza que ninguém jamais possuiu.
3) Quando encontramos um plural referente ao Criador, devemos entendê-lo como uma pluralidade de papéis ou de relacionamentos com a humanidade, não uma pluralidade de pessoas.
4) Devemos nos lembrar que os escritores do Novo Testamento não tinham, no momento em que escreveram as escrituras, noção da doutrina da Trindade, a qual surgiria muito mais tarde. Eles vinham de uma herança judaica estritamente monoteísta; a existência de um Deus único não era, para eles, absolutamente, um ponto de discussão. Algumas passagens podem nos parecer " trinitárianista " ao primeiro olhar, porque trinitárianistas, através dos séculos, as tem usado e interpretado de acordo com sua doutrina. Mas para a Igreja Primitiva, que não tinha noção da futura doutrina da trindade, essas mesmas passagens eram muito normais, comuns e prontamente atendidas em sua percepção do poderoso CRIADOR no MESSIAS. Para eles, não havia contradição entre o estrito monoteísmo e a Divindade de Yahushua.
Tendo em mente esses quatro pontos, vamos voltar a algumas passagens específicas das Escrituras.


O ETERNO E SUPREMO CRIADOR YHWH = YAHUWH ASSINOU SUA OBRA PRIMA


O BATISMO DE YAHUSHUA HAMASHYAH ( Hebraico ) Jesus Cristo ( Grego )
" Batizado em Jesus, saiu logo d'água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como bomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: este é o meu Filho amado, em quem me comprazo " ( Mateus 3 : 16 e 17 ).
De acordo com essas passagens, o Filho de Deus foi batizado, o Espírito desceu como uma bomba, e uma voz falou, vinda do céu. Lucas 3 : 22 acrescenta uma informação, dizendo que "O Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba".
Para entender a cena corretamente, precisamos nos lembrar que Deus é onipresente. Jesus é Deus, e foi Deus manifestado em carne, enquanto esteve sobre a terra. Ele não podia e não sacrificou sua onipresença, enquanto esteve na terra, porque esse é um dos atributos básicos de Deus, e Deus nunca muda. O corpo físico de Jesus, naturalmente, não era onipresente, mas seu Espírito era. Além disso, embora a plenitude do caráter de Deus habitasse o corpo de Jesus, o Espírito onipresente de Jesus não podia ser assim confinado. Desse modo, Jesus podia estar no céu e na terra, ao mesmo tempo ( João 3 : 13 ) e com dois ou três de seus discípulos, a qualquer tempo ( Mateus 18 : 20 ).
Tendo em mente a onipresença de Deus, podemos compreender o batismo de Cristo, muito facilmente. Não foi difícil, de modo algum, para o Espírito de Jesus falar dos céus e enviar manifestação de seu Espírito em forma de pomba, mesmo quando seu corpo humano estava no rio Jordão. a voz e a pompa não representavam pessoas separadas, assim como a voz de Deus, vinha do Sinai, não significava que a montanha é uma pessoa inteligente, separada da Divindade.
Sendo a voz e a pomba manifestações simbólicas de um Deus onipresente, podemos perguntar o que significam. Qual era seu propósito ? Primeiro, precisamos perguntar qual era o propósito do batismo de Jesus. Certamente ele não foi batizado para remissão dos pecados, como nós, porque ele era sem pecados ( I Pedro 2 : 22 ). Em vez disso, a Bíblia diz que ele foi batizado para cumprir toda justiça ( Mateus 3 : 15 ). Ele é nosso exemplo e foi batizado para nos deixar um exemplo a ser seguido ( I Pedro 2 : 21 ).
Além disso, Jesus foi batizado como um modo de se manifestar, ou se tornar conhecido para Israel ( João 1 : 26 e 27, 31 ). Em outras palavras, Jesus usou o batismo como ponto de partida de seu ministério. Ele foi uma declaração pública de quem ele
era e do que tinha vindo fazer. Por exemplo, por ocasião do batismo de Cristo, João Batista entendeu quem era Jesus. Até o batismo, ele não sabia que Jesus era realmente o Messias, e, após o batismo ele estava apto a declarar ao povo que Jesus era o Filho de Deus e o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo ( João 1 :  29 - 34 ).
Tendo estabelecido o propósito do batismo de Cristo, vamos ver como a pomba e a voz facilitaram esse propósito.
João 1 : 32 - 34 afirma, claramente, que a pomba é um sinal que veio por causa de João Batista. Sendo João o precursor de Jeová ( Isaías 40 : 3 ), ele precisava saber que Jesus era realmente Jeová vindo em carne. Deus tinha dito a João que aquele que seria batizada com Espírito Santo seria identificado pelo Espírito que desceria sobre ele. Naturalmente, João era incapaz de ver Espírito de Deus ungido a Cristo, portanto Deus escolheu uma pomba como sinal visível de seu Espírito. Por isso a pomba era um sinal especial para João, para fazê-lo saber que Jesus era Jeová e o Messias.
A pomba era, também, um tipo de unção que significava o início do ministério de Cristo. No Novo Testamento, profetas, sacerdotes e reis eram ungidos com óleo para indicar que Deus os havia escolhido ( Êxodo 28 : 41; I Reis 19 : 16 ). Os sacerdotes, em particular, eram lavados em água e ungidos com óleo ( Êxodo 29 : 4 e 7 ). O óleo simbolizava o Espírito de Deus. O Velho Testamento profetizou que Jesus seria ungido de modo semelhante ( Salmo 2 : 2; 45 : 7; Isaías 61 : 1 ). De fato, a palavra hebraica Messiah ( Cristo, em grego ) significa " O Ungido ". Jesus veio para cumprir os papéis de profeta, sacerdote e rei ( Atos 3 : 20 - 23; Hebreus 3 : 1; Apocalipse 1 : 5 ). Ele veio, também, para cumprir a lei ( Mateus 5 : 17 e 18 ), e para cumprir sua própria lei, ele precisava ser ungido como profeta, sacerdote e rei..
Sendo Jesus o próprio DEUS e um homem sem pecados, não era suficiente que fosse ungido por um homem pecador e com olhos simbólico. Em lugar disso, Jesus foi o ungido diretamente pelo espírito de DEUS. Desse modo, por ocasião de seu batismo pela água, Jesus fez oficialmente ungido para o início de seu ministério terreno, não pelo olho simbólico, mas pelo espírito de deus na forma de uma pomba.


O ALTÍSSIMO YHWH = YAHUWH ASSINOU SUA OBRA PRIMA



A voz veio do céu por causa do povo. João 12 : 28 - 30 registra um acontecimento semelhante no qual uma voz veio do céu e confirmou a divindade de Jesus para o povo. Jesus disse que a voz viera não por sua causa, mas por causa do povo. A voz era a maneira de Deus apresentar Jesus, formalmente, a Israel, como o Filho de Deus. Muitas pessoas estavam presentes ao batismo de Jesus, e muitos estavam sendo batizados ( Lucas 3 : 21 ), portanto o Espírito destacou o homem Jesus e o identificou a todos com
o Filho de Deus, através de uma voz miraculosa, vinda do céu. Isso era muito mais eficiente e convincente que uma declaração feita por Jesus, como homem. De fato, parece que essa manifestação miraculosa demonstrou, efetivamente, na ocasião de seu batismo, o propósito de Jesus.
O batismo de JESUS não nos ensina que DEUS é três pessoas, mas, apenas, revela a onipresença de Deus e a humanidade do Filho de Deus. Quando Deus fala a quatro pessoas diferentes, em quatro diferentes continentes, ao mesmo tempo, não pensamos em quatro pessoas de Deus, mas, o sim, na onipresença de Deus. Deus não pretendeu, com o batismo, revelar aos monoteístas espectadores judeus uma manifestação radicalmente nova de pluralidade da Divindade, e não temos indícios de que os judeus têm interpretado dessa maneira o acontecimento. Até mesmo muitos dos modernos estudiosos têm visto o batismo de Cristo não como uma indicação da trindade, mas como uma referência à " Unção autorizada de Jesus como o Messias "
A VOZ DO CÉU
Três vezes, na vida de Jesus, uma voz veio do céu: por ocasião de seu batismo, em sua transfiguração ( Mateus 17 : 1 - 9 ), e após sua entrada triunfal em Jerusalém ( João 12 : 20 - 33 ). Acabamos de explicar que a voz não indica uma pessoa separada na Divindade, mas, apenas, uma outra manifestação do Espírito onipresente de Deus.
Em cada um desses três casos, a voz não foi por causa de Jesus, mas por causa de outros, e ela veio com o propósito específico. Como já estudamos, a voz, no batismo de Cristo, era parte do início de seu ministério terreno. Ela veio por causa do povo, assim a pomba desceu por causa de João. A voz apresentou Jesus como Filho de Deus:         " Este é meu Filho amado, em quem me comprazo " ( Mateus 3 : 17 ). A voz, na transfiguração, era, inquestionavelmente, por causa do os discípulos que ali estavam, pois sua mensagem era: "Esse é o meu Filho amado, em quem me comprazo: a ele ouvi" ( Mateus 17 : 5 ). A terceira manifestação da voz aconteceu quando um grupo de gregos (aparentemente prosélitos gentios) vieram ver Jesus. Jesus explicou que a voz não era por sua causa, mas por causa do povo ( João 12 : 30 ).
AS ORAÇÕES DE CRISTO
As orações de Cristo indicam uma distinção de pessoas separadas entre Jesus e o Pai? Não. Ao contrário, suas orações indicam uma distinção entre o Filho de Deus e Deus. Jesus olhou em sua humanidade, não em sua divindade. Se as ações de Jesus demonstram que a natureza divina de Jesus é diferente do Pai, então, Jesus é inferior ao Pai, em divindade. Em outras palavras, se JESUS ou como DEUS, então sua posição na divindade seria, de algum modo, inferior às outras " Pessoas ". Esse exemplo destrói efetivamente o conceito de uma trindade de pessoas idênticas.
Como pode DEUS orar e ainda ser DEUS ? Por definição, Deus em sua onipresença não tem necessidade de orar, e em sua unicidade não tem outro a quem ele possa orar. Se as operações de Jesus provam que existem duas pessoas na divindade, então uma dessas pessoas se subordina a outra e não é, portanto, completa e verdadeiramente Deus.
Qual é, então, a explicação para as orações de JESUS CRISTO ? Só pode ser a de que a natureza humana de Jesus orou ao eterno Espírito de Deus. A natureza divina não precisava de ajuda; somente a natureza humana. Como disse JESUS, no jardim do Getsêmani, a vontade humana se submeteu a vontade divina. Através da oração, sua natureza humana aprendeu a ser submissa e obediente ao Espírito de DEUS                  ( Filipenses 2 : 8; Hebreus 5 : 7 e 8 ) . Essa não foi uma luta travada entre duas vontades divinas, mas uma luta entre as vontades divina e humana que havia em Jesus. Como homem submeteu-se ao Espírito de Deus, e dele recebeu força.
Alguns podem se opor a esta explicação, argumentando que ela significa que Jesus orou a Si mesmo. Entretanto, precisamos nos dar conta que, diferentemente de qualquer outro ser humano, Jesus tinha duas naturezas perfeitas e completas -- a humanidade e à divindade. O que poderia ser absurdo ou impossível para o homem comum, não é tão estranho tratando-se de Jesus. Nós não dizemos que Jesus orou a si mesmo porque isso implicaria, de modo incorreto, em que Jesus tivesse apenas uma natureza, como o homem comum. Antes, afirmamos que a natureza humana de Jesus orou ao Espírito divino de Jesus, que habitava o homem.
A escolha é simples. Ou JESUS, como DEUS, orou ao Pai, ou Jesus, como homem, orou Pai, ou Jesus, como homem, orou ao Pai. Se a primeira alternativa for verdadeira, então, temos uma forma de submissão ou Arianismo, no qual uma das pessoas da Divindade é inferior, e não o equivalente, a outra pessoa da Divindade. Isso contradiz o conceito bíblico de um único Deus, a completa divindade de Jesus, e a onipresença de Deus. Se a segunda alternativa estiver correta, e assim acreditamos, então não existe nenhuma distinção de pessoas na divindade. A única distinção existente está entre a humanidade é a divindade, não entre Deus e Deus.
" Deus, Meu, Deus Meu, Por Que Me Desamparaste ? "
Este versículo ( Mateus 27 : 46 ) não pode escrever uma separação real entre o Pai e o Filho por que Jesus é o Pai. Jesus disse: " Eu e o Pai somos um " ( João 10 : 30 ). A Bíblia diz que " DEUS estava em CRISTO, conciliando consigo o mundo " ( II Corintios
5 : 19 ). JESUS era DEUS Pai manifestado em carne para reconciliar consigo mesmo, o mundo. O grito de Jesus na cruz não significa que o Espírito de Deus tivesse se separado do corpo, mas que não havia ajuda do Espírito em sua morte sacrificial de substituição a humanidade pecadora. Não era uma pessoa da divindade sendo abandonada por outra, mas a natureza humana sentindo a ira e o julgamento de Deus sobre os pecados da humanidade.
Não havia dois Filhos -- um Filho Divino e um Filho humano -- mas havia duas naturezas -- Divindade e humanidade -- fundidas em uma pessoa. O Divino Espírito não poderia ser separado da natureza humana e a vida ainda continuar. Mas, em sua agonia de morte, Jesus sofreu a dor pelos nossos pecados. A morte veio quando ele entregou o seu Espírito.
Em outras palavras, o que JESUS poderia dizer quando clamou: " Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste ? ” Era que Ele tinha tomado o lugar do homem pecador na cruz e estava recebendo a punição pelos pecados. O sofrimento não foi diminuído por causa de sua divindade. Sendo que todos pecamos ( Romanos 3 : 23 ) e sendo o salário do pecado a morte ( Romanos 6 : 23 ), toda a humanidade ( exceto o Cristo sem pecado ) devia morrer. Cristo tomou nosso lugar e sofreu a morte que nós merecíamos ( Romanos 5 : 6 - 9 ). Na cruz ele experimentou a morte por todos os homens ( Romanos 2 : 9 ). Essa morte foi mais que uma morte física; ela abrangia a morte espiritual, que é a separação de Deus ( II Tessalonicenses 1 : 9; Apocalipse 20 : 14 ).
Nenhum ser vivo da terra sentiu essa morte espiritual em seu mais alto grau, porque todos nós vivemos e nos movemos e existimos em Deus ( Atos 17 : 28 ). Mesmo o ateísta goza de muitas coisas boas como a alegria, o amor e a própria vida. Tudo que é bom vem de Deus ( Tiago 1 : 17 ), e toda vida tem origem nele e é mantida por ele. Mas, Jesus provocou a morte definitiva -- a separação de DEUS que o pecador sentirá no lago de fogo. Ele sentiu a angústia, a desesperança e o desalento, como se ele fosse um homem abandonado eternamente por Deus. Assim, a natureza humana de Jesus gritou na cruz, quando Jesus tomou sobre si o pecado do mundo todo e sentiu castigo eterno da separação por causa do pecado ( I Pedro 2 : 24 ).
Não devemos supor que o Espírito de DEUS se separou do corpo de JESUS no momento em que ele proferiu as palavras: " Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste ? " o Espírito Divino deixou o corpo humano somente por ocasião da morte. Hebreus 9 : 14 diz que CRISTO se ofereceu a DEUS pelo Espírito eterno. Também Jesus disse a seus discípulos, a respeito de sua morte: " Eis que vem a hora e já é chegada, em que sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só; contudo não estou só, porque o Pai está comigo " ( João 16 : 32 ). Assim, o Espírito eterno de Deus, o Pai, não deixou o corpo humano de Cristo até sua morte.

Comunicação De Conhecimento Entre As Pessoas Da Divindade ?
Alguns acreditam que a Bíblia descreve transferência de conhecimento entre diferentes pessoas na divindade. Esse é um argumento perigoso pois traz implícita a idéia de que possa haver uma pessoa na divindade sabendo algo que uma outra pessoa não saiba. Isso implica numa doutrina de personalidades e mentes separadas em Deus, o que, por sua vez, leva ao triteismo ou politeísmo.
Vamos examinar melhor algumas passagens das Escrituras. Mateus 11 : 27 diz:           " Ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar ". Esse versículo afirma, apenas, que ninguém pode compreender quem o Filho ( a manifestação de DEUS na carne ), é, exceto pela revelação divina ( do Pai ). JESUS, sem dúvida, tinha isso em mente quando disse a Pedro: " Não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus "       ( Mateus 16 : 17 ). Foi-nos dito que nenhum homem pode dizer que Jesus é o Senhor senão pelo seu Espírito ( I Corintios 12 : 3 ). O Pai revelou aos homens sua natureza e caráter, pela encarnação -- através de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
Romanos 8 : 26 e 27 dizem: " O mesmo Espírito intercede por nós ", e " Aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito ". Essas afirmativas indicam apenas uma pluralidade de funções do Espírito. De um lado, Deus coloca seu Espírito em nossos corações para nos ensinar a orar e para orar através de nós. De outro lado, Deus ouve nossas preces, sonda e conhece nossos corações e compreende as orações que ele ora através de nós, pela interseção de seu próprio Espírito. Esse versículo não implica na separação de Deus e seu Espírito, porque Deus é Espírito. Nem ele indica uma separação de Cristo, como aquele que sonda os corações, do Espírito como intercessor, porque a Bíblia afirma, também, que CRISTO intercede por nós ( Hebreus 7 : 25; Romanos 8 : 34 ), e o Espírito sonda todas as coisas, inclusive nossos corações. " Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as cousas do homem, senão o seu próprio Espírito que nele está ? Assim também as cousas de Deus ninguém as conhece senão o Espírito de Deus " ( I Corintios 2 : 10 e 11 ). Embora o Espírito sonde " As profundezas de Deus ", não devemos pensar que há uma separação entre Deus e seu Espírito. O que nos é dito é que Deus revela coisas a nós pelo seu Espírito em nossas vidas. Seu Espírito em nós comunica verdades de sua mente para nossa mente: " Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito, porque o Espírito a todas as cousas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus ". Então a passagem compara o homem e seu espírito, com Deus e Seu Espírito. Um homem não é duas pessoas, nem Deus.
Mateus 28 : 19
Já estudamos Mateus 28 : 19 no Capítulo 6 - PAI, FILHO, E ESPÍRITO SANTO, mostrando que ele descreve Deus com múltiplos ofícios, mas com somente um nome. O ponto enfocado não é uma pluralidade, mas a unicidade.
A PREEXISTENCIA DE JESUS
Muitas passagens das escrituras se referem à a existência de Jesus, antes do começo de sua vida humana. Entretanto, a Bíblia não nos ensina que ele existia separado e distante do Pai. O Espírito de Jesus existiu desde toda a eternidade porque Ele é o próprio Deus. A humanidade de Jesus, no entanto, não existiu antes da encarnação, a não ser como um plano na mente de Deus. Podemos afirmar, portanto, que o Espírito de Jesus preexistiu à encarnação, mas não podemos dizer que o Filho à encarnação em qualquer sentido substancial. João 1 : 1 e 14 são um bom resumo do ensino data preexistência de Jesus: " No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o verbo se fez carne... " Em outras palavras, JESUS existiu como DEUS, desde toda a eternidade. O plano da futura filiação existia em Deus, desde o princípio -- como uma idéia na mente de DEUS. Posteriormente, esse Verbo se tornou carne -- como extensão de Deus Pai, em forma humana. ( Para melhor explicação desse conceito, em João 1, veja o Capítulo 4 - JESUS É DEUS. Para saber mais sobre o Filho e a preexistência de Cristo, inclusive a exposição de Hebreus 1, veja o Capítulo 5 - O FILHO DE DEUS ).
Vamos aplicar esses conceitos há vários versículos que falam da preexistência de Cristo. Podemos entender João 8 : 58 ( " antes que Abraão existisse, eu sou " ) como uma referência a preexistência de Jesus como o Deus do Velho Testamento. Do mesmo modo, podemos entender João 6 : 62 ( " Que será, pois, se virdes o Filho do homem subir para o lugar onde primeiro estava ? "), com Jesus usando expressão " Filho do homem " mais para significar " Eu " ou " Mim " do que para enfatizar sua humanidade. Em João 16 : 28, Jesus disse: " Vim do Pai ". Isso se refere, também, à sua preexistência como DEUS. A natureza divina de Jesus era Deus Pai, por isso a dupla natureza de Cristo podia dizer: " Vim do Pai ". Essa afirmativa pode descrever, também, o governo o plano que existia na mente de Deus, que se tornou carne e foi enviado ao mundo.Em João 17 : 5, Jesus orou: " E agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo ". Outra vez, Jesus falava da glória que ele tinha com Deus, no começo, e da glória que o Filho tinha no plano e na mente de Deus. Essa afirmativa não pode significar que Jesus preexistiu com glória como o Filho. Jesus estava orando, portanto, ele devia estar falando como homem, não como Deus. Sabemos que a humanidade não preexistiu a encarnação, portanto, Jesus estava falando a respeito da glória que o Filho tinha no plano de Deus, desde o princípio.
Outros versículos relacionados com a preexistência de Jesus como Deus,São tratados nos Capítulo 4 - JESUS É DEUS, Capítulo 5 - O FILHO DE DEUS, e Capítulo 9 - EXPLICAÇÕES DO NOVO TESTAMENTO: DE ATOS AO APOCALIPSE.
O FILHO ENVIADO PELO PAI
João 3 : 17 e 5 : 30, juntamente com outros versos da Bíblia, afirmam que o Pai enviou o Filho. Isso significa que Jesus, o Filho de Deus, seja uma pessoa separada do Pai ? Sabemos que não é assim porque muitos versos da Bíblia ensinam que Deus se manifestou na carne ( II Corintios 5 : 19, I Timóteo 3 : 16 ). Ele deu-se a Si mesmo; Ele não enviou outra pessoa ( João 3 : 16 ). O Filho foi enviado por Deus como um homem, não como Deus ": Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher " ( Gálatas 4 : 4 ). A palavra enviou não implica preexistência do Filho ou preexistência do homem. João 1 : 6 afirma que João Batista era um homem enviado por Deus, e sabemos que ele não existiu antes de sua concepção. Ao invés disso, a palavra enviou indica que Deus escolheu o Filho com um propósito especial. Deus elaborou um plano, revestiu de carne aquele plano, e então o pôs em operação. Deus deu para o Filho uma tarefa especial. Deus se manifestou em carne para alcançar um objetivo especial. Hebreus 3 : 1 chamadas JESUS de o Apóstolo de nossa confissão, apóstolo que significa " a pessoa enviada " em grego. Resumidamente, enviar o Filho enfatiza a humanidade do Filho e o propósito específico para o qual o Filho nasceu.
Amor Entre Pessoas Em Na Divindade ?
Um argumento filosófico popular a respeito da trindade está baseado no fato que Deus é amor. O argumento básico é o seguinte: Como pode Deus ser amor e mostrar amor antes de ter criado o mundo, a menos que fosse uma pluralidade de pessoas que se amavam entre si ? Essa linha de raciocínio é falha por várias razões. Primeiro, mesmo sendo correta não provaria uma trindade. Na realidade, poderia conduzir ao politeísmo. Segundo, por que Deus precisa provar-nos a natureza eterna de Seu amor ? Por que não podemos aceitar a declaração simplesmente que DEUS é AMOR ? Por que limitamos Deus a nosso conceito de amor, argumentando que Ele não poderia ter sido amor na eternidade passado a menos que Ele tivesse um objeto então-existente de amor? Terceiro, como a solução trinitária evita o politeísmo e ao mesmo tempo evita dizer simplesmente que Deus amava a Si próprio? Quarto, não podemos limitar Deus no tempo. Ele podia nos amar e o fez, desde a eternidade passada. Embora nós não estivéssemos ainda, Ele previa a nossa existência. Para Sua mente nós existimos e Ele nos amava.
João 3 : 35, 5 : 20 e 15 : 9 afirmam que o Pai ama o Filho, e João 17 : 24 diz que o Pai amou Jesus antes que o mundo fosse fundado. Em João 14 : 31 Jesus expressou amor pelo Pai. Todas essas afirmações não significam pessoas distintas. ( não é estranho que essas passagens omitam o Espírito Santo desse relacionamento de amor ? ). O que esses versículos expressam é o relacionamento entre as duas naturezas de Cristo. O Espírito de Jesus amava a humanidade e vice-versa. O Espírito amavam o homem Jesus assim como ele ama toda a humanidade, e o homem Jesus amava a Deus assim como todo homem deve amar a Deus. Lembre-se, o Filho veio ao mundo para nos mostrar o quanto Deus nos ama e, também, para ser nosso exemplo. Por causa desses dois objetivos a serem alcançados, o Pai e o Filho mostraram amor um pelo outro. Antes que o mundo fosse fundado, Deus sabia que ele se manifestaria como o Filho. Ele amou esse plano, desde o começo. Ele amou aquele futuro Filho tanto quanto ele nos amou desde o princípio dos tempos.
Outras Distinções Entre o Pai e Filho
Muitos versículos das Escrituras fazem distinção entre o Pai e o Filho no que diz respeito a poder, grandeza e conhecimento. Entretanto, é um grande erro usá-los para mostrar a existência de duas pessoas na Divindade. Se existe uma distinção entre o Pai e Filho, na divindade, então o Filho é subordinado, ou inferior, ao Pai, em divindade. Isso significaria que o Filho não é plenamente DEUS, porque, por definição, Deus não é inferior a ninguém. Por definição, Deus tem todo o poder ( onipotência ) e todo o conhecimento ( onisciência ). Para entendermos esses versículos devemos olhá-los como distinguindo entre a divindade de Jesus ( o Pai ) e a humanidade de Jesus ( o Filho ). A humanidade ou o papel da filiação de Cristo está subordinado à sua divindade.
João 5 : 19 diz: " O Filho nada pode fazer de Si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz ". ( veja, também, João 5 : 30; 8 : 28 ). Em Mateus 28 : 18, Jesus proclamou: " Toda a
autoridade me foi dada no céu e na terra ", o que significa que o Pai deu a ele esse poder. Em João 14 : 28, Jesus disse: " O Pai é maior do que eu ". A primeira carta aos Corintios 11 : 3, afirma que o cabeça de Cristo é Deus. Todos esses versículos indicam que a natureza humana de Jesus não podia fazer nada de si mesma, mas recebia poder do Espírito. A carne estava sujeita ao Espírito.
Ao falar de sua segunda vinda Jesus disse: " Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão somente o Pai " ( Marcos 13 :  32 ). A humanidade de Cristo não sabia todas as coisas, mas o Espírito de Jesus sabia.
João 3 : 17 fala do Filho como tendo sido enviado por Deus. Em João 6 : 38, Jesus disse: " Porque eu desci do céu não para fazer a minha própria vontade; e, sim, à vontade daquele que me enviou ". ( Jesus não veio de si mesmo, isto é, de sua humanidade, mas ele foi enviado por DEUS ( João 7 : 28 ); 8 : 42; 16 : 28 ). O Filho não ensinou sua própria doutrina, mas aquela do Pai ( João 7 : 16 e 17 ). Ele não ensinou seus próprios mandamentos, mas ensinou e guardou os mandamentos do Pai  ( João 12 : 49 - 50; 15 : 10 ). Ele não buscou sua própria glória, mas glorificou o Pai     ( João 8 : 50; 17 : 4 ). Todas essas passagens descrevem a distinção existente entre          Jesus, como homem ( Filho ) e Jesus como Deus ( Pai ). O homem Jesus não teve sua origem na humanidade, nem o homem Jesus veio para manifestar a humanidade. O Espírito formulou o plano, concebeu o bebê no ventre, colocou naquela carne todo caráter e qualidade de Deus, e, então, enviou aquela carne ao mundo para manifestar Deus ao mundo. No final, aquela carne terá cumprido seu propósito. O Filho então voltará a ser, parte do plano de Deus para que Deus possa ser tudo em todos                               ( I Corintios 15 : 28 ).
Esses versículos descrevem o relacionamento da natureza humana de Cristo como homem, com sua natureza divina, como Deus. Se as interpretarmos como fazendo uma distinção entre duas pessoas chamadas Deus Pai de Deus Filho, cairemos em contradição. Teríamos o Deus Filho com as seguintes características que não são de Deus: ele não teria, de Si mesmo, qualquer autoridade; Ele não saberia todas as coisas; Ele não faria sua própria vontade; Ele teria alguém maior que ele próprio; Ele teria sua origem devida a outro alguém; e ele, eventualmente, perderia sua própria individualidade. Esses fatos das Escrituras contradizem o conceito de "Deus Filho”.
As Passagens Que Usam Com
Como explicarmos o uso da palavra com, em João 1 : 1 e 2 e I João 1 : 2 ? João 1 : 1 diz que o verbo estava com Deus, e continua, dizendo que o Verbo era Deus. Como foi explicado no Capítulo 4 - JESUS É DEUS, o Verbo é o pensamento, o plano, ou
expressão na mente de Deus. É assim que o Verbo poderia estar com Deus e, ao mesmo tempo, ser o próprio Deus. Devemos, também, notar que a palavra grega pros, aqui traduzida como " com ", é traduzida como " Referente a ", em Hebreus 2 : 17 e 5 : 1. Portanto, o Verbo estava com Deus, no sentido de pertencer a Deus e não no sentido de uma pessoa à parte, além de Deus.
Mais que isso, se Deus, em João 1 : 1, significa Deus Pai, então o Verbo não é uma pessoa separada por que o versículo poderia ser lido assim: " O Verbo estava com o Pai e o Verbo era o Pai ". Para que isso implicasse em uma pluralidade de pessoas em Deus, seria necessária uma mudança na definição de Deus, no meio do versículo.
Devemos também notar que I João 1 : 2 não indica que o Filho estava com DEUS na eternidade. Afirma, antes, que a vida eterna estava com o Pai. Naturalmente, JESUS CRISTO manifestou a vida eterna para nós. Ele é o Verbo da vida no versículo um. Entretanto, isso não significa que a vida eterna existia como uma pessoa separada do Pai. Significa, simplesmente, que o Pai possuía vida eterna em Si mesmo-Ele estava com Ele - desde o princípio. Essa vida eterna ele a mostrou a nós, através do seu aparecimento na carne, em Jesus Cristo.
Dois Testemunhos
Jesus disse: " Não sou eu só, porém eu e aquele que me enviou. Também na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim " ( João 8 : 16 - 18 ). Pouco antes desses versículos, Jesus havia dito: " Eu sou a luz do mundo " ( versículo 12 ). Esta era uma afirmação de seu papel messiânico ( Isaías 9 : 2; 49 : 6 ). Os fariseus replicaram: " Tu dás testemunho de ti mesmo, logo teu testemunho não é verdadeiro "    ( João 8 : 13 ). Em resposta a essa acusação, JESUS explicou que Ele não era o único a testemunhar, mas que dois davam testemunho do fato de que Ele era o Messias, o Filho de Deus. As duas testemunhas eram o Pai ( o divino Espírito ) e o homem Jesus. Em outras palavras, tanto Deus Pai como homem Jesus podiam testificar que o Pai estava manifestado em carne, em Jesus. Jesus era ambos, Deus e homem de ambas as naturezas podiam testificar esse fato. Nenhuma separação de pessoas, na divindade era necessária para que tal ocorresse. Na verdade, se alguém entende que as duas testemunhas eram pessoas separadas em uma trindade, ela precisa explicar porque Jesus não disse que havia três testemunhas. Afinal de contas, a lei requeria duas testemunhas, mas pedia três, se possível ( Deuteronômio.17 : 6; 19 : 15 ). Quando Jesus se referiu a seu Pai, os fariseus questionaram Jesus a respeito do Pai, sem dúvida se perguntando quando teria o Pai testemunhado diante deles. Em vez de dizer que o Pai era outra pessoa na divindade, Jesus identificou-se com o Pai-o " Eu sou " do Velho Testamento ( João 8 : 19 - 27 ). Os dois testemunhos vinham do Espírito de DEUS e do homem CRISTO, e ambos testificavam que Jesus era Deus na carne.
O USO DO PLURAL
Várias vezes Jesus se referiu ao Pai e a Si mesmo, no plural essas passagens estão no livro de João, o escritor no Novo Testamento que mais do que qualquer outro, identificou Jesus como Deus e o Pai. É um erro supor que o uso do plural significa que Jesus é uma pessoa separada do Pai, na divindade. Esse uso, no entanto, indica uma distinção entre a divindade ( Pai ) e à humanidade ( Filho ) de JESUS CRISTO. O Filho, que é visível, revelou Pai, que é invisível. Jesus disse: " Se conhecêsseis a mim, a também conheceríeis a meu Pai ( João 8 : 19 ) ”; Aquele que me enviou... Não me deixou só “ ( João 8 : 29 ); Quem me odeia, odeia também a meu Pai" ( João 15 : 23 ); " Mas agora não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim, como a meu Pai " ( João 15 : 24 ); e, " Não estou só, porque o Pai está comigo " ( João 16 : 32 ). Esses versículos das uma usam o plural para expressar um tema consistente: Jesus não é apenas um homem, mas Ele é Deus, também. Jesus não era um homem comum, como Ele parecia ser exteriormente. Ele não estava só; Ele tinha o Espírito do Pai em seu interior. Isso explica a dual natureza Jesus e revela a unicidade de Deus..
Como o Pai estava com Jesus ? A explicação lógica é que Ele estava em Jesus. Portanto, se você conhece Jesus, você conhece o Pai; se você vê Jesus, vê o Pai; e se você odeia Jesus, você odeia o Pai. II João 9 afirma: " O que permanece na doutrina, esse tem assim o Pai como o Filho " e. Qual é a doutrina de Cristo ? É a doutrina que afirma que Jesus é o Messias; Ele é o Deus do Velho Testamento manifestado na carne. Quer dizer, o apóstolo escreveu que se compreendermos a doutrina de Cristo, entenderemos que Jesus é ambos, o Pai que o Filho. Não negamos, assim, nem o Pai, nem o Filho. Quando aceitamos a doutrina de Cristo, aceitamos a doutrina de ambos, do Pai e do Filho. É verdade também, que se negamos o Filho estamos negando o Pai, mas se confessamos o Filho, temos confessado, também, o Pai ( I João e 2 : 23 ).
Uma outra passagem com plural que merece especial atenção, João 14 : 23 " Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada ". A chave para o entendimento desse versículo é ter em conta que o Senhor não estava falando de habitar em nós fisicamente. Além do mais, se há dois Espíritos Deus, um do Filho e outro do Pai, haveria pelo menos dois Espíritos em nosso coração. Entretanto, Efésios 4 : 4 declara que há um Espírito. Sabemos que João 14 : 23 não quer dizer entrada corpórea, porque Jesus tinha dito: " Naquele dia vós conhecereis que Eu estou em meu Pai e vós em mim e Eu em vós " ( João 14 : 20). Naturalmente nós não estamos em Jesus no sentido físico. Portanto, o que significa essa passagem ? Ela significa uma união _ um em mente, propósito, plano de vida com CRISTO. Essa é a mesma idéia expressa em João 17 : 21 - 22, quando JESUS orou: " A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai; em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos ".
Mesmo assim, porque Jesus usou o plural ao falar da união dos crentes com Deus ? Naturalmente, DEUS tinha planejado a salvação para reconciliar o crente com Ele mesmo. Mas, o homem pecador não pode aproximar se de um Deus santo, e um homem finito não pode compreender um Deus infinito. O único modo pelo qual podemos nos reconciliar com Deus e compreendê-lo é através de sua manifestação na carne, através do homem sem pecados, JESUS CRISTO. Quando somos um com JESUS, automaticamente somos um com DEUS, uma vez que Jesus não é apenas um homem, mas, também, Deus. Jesus usou o plural para enfatizar o fato de que, para estarmos unidos com Deus, precisamos, primeiro, receber a expiação através do sangue de Jesus. Há apenas um mediador entre o homem e Deus, o homem Jesus ( I Timóteo 2 : 5 ). Ninguém vem ao Pai a não ser por intermédio de Jesus ( João 14 : 6 ). Para estarmos doutrinariamente corretos, precisamos confessar que Jesus veio em carne ( I João 4 : 2 - 3 ). Quando recebemos Cristo, temos recebido ambos, o Pai e o Filho ( II João 9 ). Nossa união com o Pai e o Filho não é uma união com duas pessoas da divindade, mas simplesmente uma união com Deus através do homem JESUS:" A saber, que DEUS estava em CRISTO, reconciliando consigo o mundo " ( II corintios 5 :19)
Uma outra maneira de se pensar a respeito de nossa união com Deus é nos lembrarmos dos dois ofícios diferentes ou relacionamentos, representados pelo Pai e pelo Filho. O crente tem a sua disposição as qualidades de ambos os papéis, tais como a onipotência do Pai e o sacerdócio e a submissão do Filho. Ele tem o Pai e o Filho. Entretanto, ele recebe todas essas qualidades de Deus quando recebem o único o Espírito de Deus, o Espírito Santo. Ele não recebe dois ou três Espíritos. Quando Deus vem habitar o crente isso se chama o dom ( ou batismo ) do Espírito Santo, e esse dom põe à nossa disposição todos os atributos e papéis de Deus: " Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo " ( I Corintios 12 : 13 ).
Se, por outro lado, uma pessoa interpretasse João 14 : 23 e 17 : 21 - 22, como descrevendo a união de duas pessoas na divindade, então, para ser coerente, teria que interpretar que as Escrituras afirmam que os crentes se tornam membros da divindade, assim como Jesus. Essas passagens, claramente aludem a união com Deus que o Filho de Deus tem é que podemos usufruir, acreditando no evangelho e obedecendo-o. (Jesus, naturalmente, ele, também, um com o Pai no sentido de que Ele é o Pai, mas não é isso que esses versículos, em particular, descrevem).
Conversas Entre Pessoas Na Divindade ?
Não há registro na Bíblia de uma conversa entre duas pessoas de Deus, mas há muitas representações de comunhão entre as duas naturezas de Cristo. Por exemplo, as orações de Cristo retratam sua natureza humana buscando auxílio do eterno Espírito de Deus.
João 12 : 28 registra um pedido, da parte de Jesus, para que o Pai glorificasse seu próprio nome. Uma voz do céu falou, respondendo a esse pedido. Isso demonstra que Jesus era um homem, na terra, mas seu Espírito era o DEUS onipresente no universo. A voz não veio por causa de Jesus, mas por causa daqueles que ali estavam ( João e 12 : 30 ). A oração e a voz não constituem uma conversa entre duas pessoas na Divindade; pode-se dizer que é uma comunicação entre a humanidade de Jesus e sua Divindade. A voz era um testemunho ao povo, vindo do Espírito de Deus e revelando a aprovação de Deus ao Filho. Hebreus 10 : 5 - 9 cita uma passagem profética do Salmos 40 : 6 - 8. Nessa representação profética da vinda do Messias, CRISTO, como homem, fala ao DEUS eterno, expressando sua obediência e submissão à vontade de DEUS com. Essa cena é essencialmente semelhante àquela da oração de Cristo no Getsêmani. É óbvio que Cristo está falando como homem, porque ele diz: " Antes corpo me formaste " e " Eis aqui estou para fazer, ó DEUS, a tua vontade ".
Concluindo, a Bíblia não registra conversas entre pessoas na divindade, mas entre as naturezas divina e humana. Interpretar essas duas naturezas como " Pessoas " cria a crença de pelo menos, dois " Deuses ". ( é muito estranho que o Espírito Santo nunca tome parte nessa conversas ! ). Além disso, " Pessoas " implicaria em inteligências separadas em uma divindade, um conceito que não difere do politeísmo
Um Outro Consolador
Em João 14 : 16, Jesus prometeu enviar um outro Consolador. No versículo 26, ele identificou o Consolador como o Espírito Santo. Isso quer dizer que o Espírito Santo
é outra pessoa na Divindade ? Não. Fica claro que no contexto que o Espírito Santo é, simplesmente, Jesus em uma outra forma de manifestação. Em outras palavras, " Outro Consolador " significa JESUS CRISTO no Espírito, em oposição a Jesus na carne. No versículo 16, Jesus falou com os dois discípulos a respeito de outro Consolador. Então, no versículo 17, Jesus lhes falou que já conheciam o Consolador porque ele habitava com eles e estaria neles. Quem vivia com os discípulos naqueles dias ? Jesus, naturalmente. O Espírito de Jesus habitava com os discípulos uma vez que o Espírito se vestia de carne, mas, logo, o Espírito estaria o nos discípulos, pelo dom do Espírito Santo. Jesus tornou isso claro, quando disse, no versículo 18: " Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros ".
JESUS CRISTO foi para os céus em seu corpo glorificado para poder formar um novo relacionamento com seus discípulos, enviando de volta Seu próprio Espírito, como Consolador. Ele disse a eles: " Convém-vos que eu vá, porque se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei " ( João 16 :  7 ). O Espírito Santo é o Espírito de Cristo ( Romanos 8 : 9; II Corintios 3 : 17 e 18 ). Quando temos o Espírito em nós, temos Cristo em nós ( Efésios 3 : 16 e 17 ).
Em resumo, Jesus tinha convivido com os discípulos, fisicamente, por, aproximadamente, três anos, mas tinha chegado a hora dele partir. Entretanto, ele prometeu que não os deixaria só, sem consolo, como órfãos. Em vez disso, ele prometeu voltar de um modo novo. O ele não voltaria num corpo visível para habitar entre eles e ser limitado por aquele corpo, mas voltaria em Espírito para que pudesse habitar neles. Portanto, o Consolador, o Espírito Santo, é Espírito de Jesus. Ele é Jesus manifestado de uma outra forma; Jesus pode estar conosco e em nós. Ele pode estar em todos os discípulos, pelo mundo todo, ao mesmo tempo e ele pode cumprir sua promessa de estar conosco até o final dos tempos ( Mateus 28 : 20 ).
Jesus e o Pai São Um Apenas Em Propósito ?
De acordo com João 17 : 20 e 22, os cristãos devem ser um, em relação uns aos outros, assim como Jesus era um com o Pai. Isso destrói nossa crença de que Jesus é o Pai ? Não. Nessa passagem, Jesus falou como homem -- como o Filho. Isso é evidente porque ele estava orando ao Pai, e Deus não precisa orar. Em sua humanidade, Jesus era um com o Pai, no sentido de unidade de propósito, mente e vontade. Nesse sentido, os cristãos podem ser um com Deus e um,uns com os outros ( Atos 4 : 32; I Corintios 3 : 8; Efésios 2 : 14 ).
Precisamos lembrar que o Filho não é o mesmo que o Pai. O título Pai não se refere a humanidade, enquanto Filho se refere. Embora Jesus seja ambos, Pai e Filho, não podemos dizer que o Pai é o Filho.
Que em João 17 : 21 e 22, Jesus, falando como homem, não afirmou que ele era o Pai. No entanto, outras passagens descrevem a unicidade de Jesus com o Pai, num modo que transcende a mera unicidade de propósito, e de um modo que indica que Jesus é o Pai. Esse é um nível adicional de unicidade que está além do nosso alcance porque fala de sua absoluta divindade. Quando Jesus disse: " Eu e o Pai somos um ", os judeus entenderam corretamente que ele queria dizer que ele era DEUS, e procurar matá-lo ( João 10 : 30 - 33 ). Naquela ocasião, Ele não apenas proclamou unidade com DEUS, mas identidade com Deus. JESUS CRISTO disse, também: " Quem me vê a mim, vê o Pai " ( João 14 : 9 ). Não importa quanto um cristão seja unidos com Deus, nunca poderia fazer tal afirmação. Não importa quão unidos dois cristãos sejam, não podem dizer: " Se você me viu, viu meu amigo ". Assim também entre marido e mulher, mesmo que sejam uma só carne ( Gênesis 2 : 24 ). Portanto, a unicidade de Jesus com o Pai significa mais que a unicidade que possa ser encontrada no relacionamento humano. Como homem, Jesus era um como Pai no sentido de unidade de propósito, mente e vontade ( João 17 : 22 ). Como DEUS, JESUS CRISTO é um com o PAI no sentido de identidade com o Pai -- no sentido em que Ele é o Pai ( João 10 : 30; 14 : 9 ).
CONCLUSÃO
Em conclusão, ou os Evangelhos não apresentam pessoas na Divindade. Os Evangelhos não ensinam a doutrina da trindade, mas, simplesmente, ensinam que JESUS CRISTO tinha duas naturezas -- humana e divina, carne e Espírito, Filho e Pai. Há referências, no plural, ao Pai e ao Filho, no livro de João, mas esse mesmo livro ensina a divindade de JESUS CRISTO e a unicidade de DEUS, mais que qualquer outro. Quando examinamos melhor essas referências no plural, achamos que, longe de contradizer o monoteísmo, elas reafirmam, realmente, que JESUS CRISTO é o único DEUS e que o Pai se manifesta no Filho.
No capítulo a seguir, nos voltaremos para outros livros do Novo Testamento: Atos, as Epístolas e o Apocalipse, para completamos o nossos estudo. Como acontecem com os Evangelhos, esses livros ensinam a unicidade de Deus, sem separação de pessoas.

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